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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Outro tom

João Jacetti

O Entre Bandas vem há muito tempo fazendo as melhores coberturas e entrevistas e te informando sobre tudo o que rola no mundo musical. Mas a verdade é que música não é só informação na tela fria do computador. Música também é a sensação, a beleza, a surpresa, o feeling e até a decepção que encontramos lá, cara a cara com quem sabe fazer. É exatamente por isso que, a partir do dia 30, você encontrará toda semana um novo tipo de texto aqui no site! Uma crônica, um texto literário, uma narrativa, uma experiência, uma poesia... Algo que só o verdadeiro fã de música vai entender.

Vá se acostumando. Toda sexta o Entre Bandas vai te fazer se sentir no show de uma banda diferente.

A equipe cresceu. 

sábado, 17 de maio de 2014

A rua é nóis!

Foto: Mariana Duré
 Camila Pasin

Nessa quarta-feira, 14 de maio, Bauru novamente afirmou que o interior tem voz. A cidade, palco de um ascendente cenário hip-hop, recebeu o rapper Emicida em um show marcante no Sesc. Quem esperava encontrar ali só o rapper com um microfone na mão ficou impressionado com a quantidade de instrumentos e ritmos que compunham as músicas. Tambor, berimbau e guitarra acompanhavam os discos do DJ Nyack. E os instrumentistas fizeram um show à parte com suas coreografias e sintonia.

A última vez que Emicida havia se apresentado em Bauru foi em 2011 no festival Canja, evento realizado pelo Enxame Coletivo que reúne diversas formas de manifestação cultural. Nesses três anos de diferença, é notável a mudança pela qual o rapper passou, tanto na composição das canções quanto nos ritmos mas, claro, sem deixar para trás as batidas tradicionais de seu rap. O álbum “O Glorioso Retorno de Quem nunca Esteve Aqui” , produzido de forma independente pela gravadora Laboratório Fantasma e lançado em 2013, traz influências do MPB e samba, além da participação de artistas como Pitty, Tulipa Raiz e MC Guimê. A emocionante canção Crisântemo, que trata sobre a relação de Emicida com seu pai, falecido quando o rapper ainda era criança, tem a participação especial de Dona Jacira, mãe de Emicida, tocando o coração de quem ouve.

Foto: Mariana Duré
“O interior tem voz”. Foi nesse coro que o rapper bauruense Coruja BC1 subiu ao palco, deixando até Emicida sem palavras, “respeitei”, foi o que ele disse após essa fervorosa entrada e imediata conexão com o público. Renan Inquérito também teve participação no show, fazendo um belo dueto com Emicida e trocando diversas rimas. O sambista Jair Rodrigues, falecido recentemente, também foi lembrado e homenageado no show.

Depois de muito rap, rima, funk, romance e bom humor, foi no samba que Emicida encerrou seu show, sendo “O trem das onze”, de Adoniran Barbosa, uma das últimas canções da setlist. Mais uma vez, a música brasileira mostrou-se cada vez mais integrada entre seus ritmos e nuances.

Foto: Mariana Duré

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Bora Viver!

Camila Pasin

Formada em 1998, a banda Planta e Raiz é um dos destaques do reggae nacional e vem reunindo uma crescente legião de fãs ao longo dos anos. Completando 15 anos de estrada em 2013, o grupo lançou seu oitavo disco, o projeto duplo “Bora Viver” e “De Sol a Sol”. A produção ficou por conta de Zeider, Samambaia e Franja e foi realizada de forma descontraída no estúdio da própria banda, em São Paulo. O grupo está bastante empolgado com o álbum, que ainda contou com participações especiais, dentre elas a cantora Claudia Leitte, Sabotinha (filho do rapper Sabotage), Fernando Anitelli (Teatro Mágico), Di Ferrero (NX Zero), Stereodubs e Tati Portela (Chimarruts), a qual participou da canção “Linda”, novo single do disco.

O Planta e Raiz está percorrendo diversas cidades do Brasil com a Tour Bora Viver e tem a pretensão de tocar novamente fora do país, como já fizeram no ano passado.

Leia a entrevista do Entre Bandas com Samambaia, baixista do Planta e Raiz, que conta sobre os 15 anos de banda, as dificuldades e as vantagens de trabalhar de forma independente, a produção dos últimos discos, e muito mais! Samambaia fala também sobre o show na cidade de Bauru, que aconteceu na sexta-feira (17/05). Olha só:

Samambaia - Planta e Raiz em Bauru 
Como você define o disco duplo “De Sol a Sol” e “Bora Viver”, lançado este ano?
Eu defino até como um dos melhores CDs da banda, pois retrata de forma bem verdadeira o que o Planta e Raiz realmente é. Nós que fizemos tudo, desde a produção até a mixagem. Acho que é um dos discos que mais descreve a cara da banda mesmo, nós nos envolvemos bastante desde o começo até a finalização do trabalho.

Musicalmente, acredito que teve uma grande evolução comparando com o começo da banda, quando nós ainda não tínhamos experiência de gravação e tudo mais. Além disso, a banda tem buscado se aprofundar mais nas raízes. O disco teve muitas influências originais, bem reggae mesmo.

E as parcerias na composição do disco?
No novo disco, nós contamos com algumas participações, o que veio em uma hora bem especial, levando em conta a dificuldade que enfrentamos ao gravar e lançar um CD autoral. Ficamos muito felizes em poder contar com essas participações para fortalecer nosso disco, com certeza elas deram muita força para o Planta e Raiz e engrandeceram muito a banda. Foi massa a galera ter vindo aqui no estúdio, que é na garagem da minha casa.

Planta e Raiz em Bauru

Como foi a gravação?
O disco foi gravado de forma independente. Fomos ganhando uma experiência com a gravação em estúdios grandes, com o Rick Bonadio, no Midas. Durante esses anos todos, eu fui pegando experiência na parte técnica de gravação, masterização, mixagem, e captação de som. Eu tenho um estúdio desde que começamos a banda, onde acontecem os ensaios desde 1998.



Qual a diferença entre trabalhar com gravadora e de forma independente na produção de um álbum?
Eu valorizo muito o fato de o Planta e Raiz ter trabalhado com o Rick Bonadio, nós aprendemos bastante. Admiro muito e sou fã dele e de sua equipe até hoje, o Midas é uma mega produtora. A diferença é que agora nós conseguimos andar com as próprias pernas e conseguimos produzir a nossa própria música, nosso próprio disco. Acabamos transferindo uma energia muito maior pelo envolvimento mais intenso da banda com a produção do disco. 

É importante levar em conta também o fato de trabalharmos em um estúdio que frequentamos há anos, onde nós já nos sentimos em casa. Existem aqueles momentos em que queremos dar uma parada. Em estúdio próprio, é possível fazer isso. Já em estúdio grande, é mais complicado, porque existem funcionários trabalhando ali, então temos que seguir certos horários.

Independente, temos mais liberdade, conseguimos trabalhar mais à vontade. Na gravação do último disco, tiveram dias em que decidimos não gravar, e outros em que ficamos até de madrugada. Nos sentimos mais à vontade, e isso transfere para o disco também. Se fôssemos gravar em outro estúdio, teríamos que pagar a hora, e acaba tendo uma pressão natural.

Planta e Raiz em Bauru
E as dificuldades?
Existem dificuldades por causa dos equipamentos, que são muito caros. Nós temos alguns equipamentos, mas precisaríamos de muito mais para ficar igual aos estúdios grandes. Mas, por outro lado, existem coisas que compensam. É possível fazer de outra forma, não existe regra. Você pode fazer com um equipamento de cem mil dólares, mas você pode fazer também com uma placa de 500 reais a gravação. É possível que saia diferente, mas não podemos falar o que é melhor ou pior, não é?!

No disco “Planta Adubada” vocês regravaram músicas da banda com uma levada mais instrumental que se diferenciou dos outros discos. De que forma aconteceu essa gravação?
O “Planta Adubada” nós gravamos em um clima bem descontraído também, na casa do Buguinha, produtor desse disco. A gravação foi muito legal! Cada um ficou em um lugar. Eu e o Kuyo, baterista da banda, ficamos na sala; o Juliano ficou na cozinha com a percussão; os caras do metal ficaram lá fora com os microfones; e o Zeider também ficou lá fora, em outro cantinho. Foi muito legal, cada um em um canto fazendo seu som. Depois, foi feita uma arte do Dub que ficou animal.

Fizemos 250 cópias em vinil do disco com essa nova roupagem das músicas e já vendemos tudo!

Durante esses 15 anos de estrada, qual foi o maior aprendizado?
O maior aprendizado foi conviver com as pessoas, saber ouvir e se expressar. Isso a gente aprende a cada dia. A convivência de uma banda é muito legal, a gente acaba vivendo até mais entre os brothers do que com a família mesmo. Torna-se outra família.

Vocês estão fazendo campanha nas redes sociais para o pessoal votar “Planta e Raiz” no Prêmio Multishow. Qual é o reconhecimento do reggae na mídia?
O reggae sempre teve seu espaço, mas poderia ter um pouco mais. No nosso caso, estamos fazendo campanha para a galera votar no Prêmio Multishow, mas o nosso nome não aparece nem entre os destaques das bandas. Eu acho, portanto, que o reggae poderia ter um pouco mais de visibilidade na mídia. Mas nós vamos lutando, e o importanto é unir as bandas, para elas não desistirem e continuarem na ativa. É comum vermos músicos desistirem no meio da estrada e pararem de tocar.

O Planta e Raiz sempre foi guerreiro durante esses 15 anos. Claro, ainda é necessário fortalecer o reggae no país, existirem mais bandas e tudo mais, para poder ter mais acesso à mídia. Ao mesmo tempo, acredito que o reggae não precisa disso. O reggae sempre esteve envolvido com as pessoas que gostam de boa música, que vão atrás e que, uma hora ou outra, acabam conhecendo.

Planta e Raiz em Bauru
Foi sancionada, no dia 14 de maio, uma lei que instituiu o Dia Nacional do Reggae no Brasil, em homenagem a Bob Marley. Qual a sua opinião sobre isso?
Eu acho legal o Dia Nacional do Reggae, é bacana. Mas eu me preocupo mais com a situação do nosso país. Não estou muito preocupado com o “dia disso, dia daquilo”. As escolas deveriam ter mais infraestrutura e o dinheiro deveria sem melhor aplicado. Ao invés de os políticos prometerem mais hospitais e mais escolas, eles deveriam arrumar os que já existem. 

Enfim, eu me preocupo com outras coisas em relação a leis e decisões governamentais. Acredito que o país só vai mudar se a “parada” realmente for séria. O dia do reggae é todo dia, quando o cara acorda cedo e vai trabalhar, volta no fim do dia e ainda tem que se preocupar com a família e tudo mais. Para mim, reggae é isso, o dia-a-dia do trabalhador do gueto.

Como foi o show do grupo na cidade de Bauru, realizado dia 17 de maio?
Eu gostei bastante da galera de Bauru, fiquei bem feliz com o show. Conhecemos algumas pessoas em Bauru nesse último período, que agitaram esse show. Fiquei muito feliz com o movimento da galera para levar a banda à cidade. Gostei demais e quero voltar mais vezes. Acho que ainda temos muito show para fazer em Bauru.

E que som você indica para a galera ouvir?
Eu curto bastante Ziggy Marley e Damian Marley. A família Marley é bem legal de conhecer. Mas eu acho que Bob Marley é, realmente, o rei do reggae. Todas as pessoas que querem tocar em uma banda devem conhecer e ouvir muito o Bob para se aprofundar nele musicalmente. Em minha opinião, é claro. Além disso, indico Diana, SOJA, os brasileiros do Ponto de Equilíbrio... Ainda acho que tem muita coisa boa surgindo por aí.

Para finalizar, você quer deixar um recado para o pessoal que ler a entrevista?
Quero dar um abraço na galera de Bauru e região, e dizer que gosto muito do interior de Sampa. Queremos voltar mais vezes para tocar e curtir um pouquinho aí, porque é muito bom. Quando fomos para Bauru tocar, estava maior chuva aqui em São Paulo, e aí, maior sol. Então, foi um grande prazer! (risos). 

Planta e Raiz em Bauru

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Planet Hemp realizará show no Circo Voador


“Adivinha, doutor, quem tá de volta na praça?! Planet Hemp! Ex-quadrilha da fumaça”.

Sim, eles estão de volta! Mas só por um show. A festa acontecerá no fim de setembro no Circo Voador, casa de shows localizada no Rio de Janeiro que está completando 30 anos desde sua inauguração. 

Foto: Instagram Marcelo D2
O cantor Marcelo D2 divulgou a notícia na terça-feira (31) através de seu Twitter: “Reunião do Planet Hemp.... Show fim de setembro no Circo Voador tocando o usuário... Um show e só...” e postou, ainda, uma foto via Instagram dos integrantes da banda em um bar.

Logo após essa publicação, os fãs já começaram a comemorar, fazendo diversos comentários nas redes sociais e compartilhando o evento. D2 completa, então, com a seguinte frase “É o seguinte: 30 anos de @circo_voador e fomos convidados pra tocar o Usuário...  Alastra que a ex-quadrilha da fumaça vai passar... Venha! “.  

O show acontecerá no dia 28 de Setembro e o horário de abertura dos portões será às 22 horas. O grupo, que se separou em 2001 e tocou pela última vez no ano de 2010, apresentará músicas do disco “Usuário” (1995). Grandes sucessos como “Mantenha o Respeito”, “Dig Dig (Hempa) e “Legalize Já” fazem parte do álbum que, além de tratar de assuntos polêmicos como a legalização da maconha, ficou conhecido pela fusão de diferentes gêneros musicais, dando destaque ao rock e hip-hop. 

Contudo, é provável que o rapper BNegão não compareça no Circo Voador dia 28 de Setembro, segundo o cantor Marcelo D2: “Convidamos, mas ele falou que vai atrapalhar a carreira dele”. 

Os ingressos poderão ser adquiridos nas bilheterias do Circo Voador (pagamento somente em dinheiro) ou no site www.ingresso.com

Valores dos convites:
Inteira: R$120,00
Meia- entrada: R$60,00 (estudantes, menores de 21 anos, idosos).
Ingresso promocional válido com 1kg de alimento, um livro ou e-flyer: R$60,00
Clube do assinante O Globo: R$60,00

Classificação: 18 anos.
Mais informações: http://www.circovoador.com.br/

 
Camila Pasin

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Linkin Park fará quatro shows no Brasil em outubro

Último show do Linkin Park no Brasil, no festival SWU. Créditos: Julia Chequer/R7
Os fãs da banda norte-americana Linkin Park já podem comemorar! Foi divulgado na última quarta-feira (19) que o grupo realizará quatro shows em solo brasileiro no mês de outubro. As cidades que receberão o show da nova turnê Living Things são as capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre nos dias 7, 8, 10 e 11, respectivamente. 

A banda se mostrou animada ao anunciar sua vinda ao Brasil, dizendo que foi muito bom a última vez que eles vieram ao país para tocar no SWU, e que não queriam esperar mais seis anos para voltar (período entre as duas últimas vezes em que a banda tocou no país). 

E já tem data para início das vendas, apesar de o valor dos ingressos ainda não ter sido divulgado. Os convites poderão ser adquiridos pela Time For Fun a partir das seguintes datas:

São Paulo: 30 de julho 
Curitiba e Porto Alegre: 1º de agosto 
Rio de Janeiro: 6 de agosto 

A compra poderá ser feita por meio da internet no site http://www.ticketsforfun.com.br/, pelo telefone 4003-5588 ou nos pontos de venda da TFF.

O show na grande São Paulo acontecerá na Arena Anhembi, no Rio de Janeiro será no Citibank Hall, em Curitiba no Paraná Clube e o Estádio Zequinha receberá a banda para o show em Porto Alegre. 

Living Things é o nome do quinto CD do Linkin Park, lançado em junho deste ano. E o novo single "Burn it Down" já está bombando nas rádios brasileiras. Assista ao clipe: 




Camila Pasin