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segunda-feira, 2 de março de 2015

Banda Tópaz – Nada é maior do que nós!



Brunna Vantin

Há pouco mais de quatro meses, no dia 20 de outubro de 2014, a banda gaúcha de Porto Alegre (RS) anunciou em sua página do facebook que o vocalista Cristiano Pacheco Möller (32), mais conhecido como Cris, havia sofrido um acidente de moto, e estava internado com ferimentos graves. Cancelaram todos os shows por tempo indeterminado, (a banda estava com shows marcados em São Paulo, Gravataí, Chapecó, Criciúma, Blumenau e uma turnê pelo nordeste). Mas o cancelamento dos shows por tempo indeterminado não foi o que mais preocupou. O foco no momento eram as orações direcionadas ao Cris, e sua recuperação.

Desde então, os outros integrantes da banda Alexandre Nickel, Lorenzo Flach e Leandro Neko, divulgavam notas sobre o andamento da recuperação e seus avanços. Como o estado do Cris era grave, não eram todos os dias que havia notícias, mas, sempre que havia algo novo para contar, os integrantes não hesitavam em divulgar. No dia 24 de outubro de 2014, a banda anunciou que o vocalista precisava de doações de sangue. Houve diversos fãs demonstrando seu amor e preocupação com o Cris, e, devo dizer que meu coração também ficou apertado, minha vontade foi de ir correndo até lá e fazer minha parte também. Mas, como nem tudo são flores, enviei minhas vibrações positivas através das orações.

O tempo passou, e, no dia 15 de janeiro, a banda anunciou que, apesar do Cris ainda permanecer no hospital, já não utilizava nenhuma aparelhagem para auxiliar suas atividades vitais, e estava respondendo muito bem às sessões de fisioterapia, se comunicando e interagindo. O que definitivamente alegrou e aliviou todos os fãs preocupados e aflitos.

Em fevereiro, mais uma boa notícia para os fãs: a banda gravou um EP intitulado “Ao Vivo em Marrocos – Acoustic Sessions”, com diversas participações especiais, como Lucas Silveira (Fresno), Thedy (Nenhum de Nós), Uyara (A Banda Mais Bonita da Cidade), Toledo (Supercombo) e Rodrigo (Forfun). E tem mais! O EP contará com uma música inédita, e será o primeiro trabalho da banda com download pago. Sabe por quê? Porque 100% dos lucros com o EP serão para auxílio nos gastos da recuperação do Cris.


O EP está com lançamento marcado para o dia 08 de março, às 20h. É só entrar no http://bandatopaz.com para maiores informações.

E se, assim como nós do Entre Bandas, você também se sensibilizou com essa ação linda da banda, fique ligado porque dia 08 de março o EP já estará disponível!

É ou não é uma ação de deixar os olhos marejados? Música é isso. União! Porque, sinceramente, concordo com a frase dita pela banda: NADA É MAIOR DO QUE NÓS!


Ouça Tópaz no youtube: http://www.youtube.com/user/bandatopaz

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Os 35 anos do pai da música portátil

Maria Eduarda Amorim

“Pensar que a gente tinha que carregar isso aí e mais um monte de fitas cassete pra ouvir as músicas que queria e hoje em dia cabe tudo nesse aparelhinho”. Foi o que o meu pai me disse ao encontrar o walkman de quando era adolescente e o comparar o aparelho ao meu pequenino iPod Shuffle.


O que pra ele era um objeto obsoleto e cheio de boas lembranças, pra mim era uma relíquia. Me encheu de contentamento colocar uma das fitas dentro daquela caixinha vermelha, rebobinar (alguém ainda usa essa palavra?), dar play e descobrir que ele ainda funciona.

O walkman foi a primeira invenção que permitiu que se ouvisse música em qualquer lugar, necessitando apenas de um par de pilhas e um fone de ouvido. Antes disso, só existiam as vitrolas e os rádios, aqueles pesadões difíceis de transportar. Por isso, o walkman foi um sucesso global ao transformar a música em algo portátil.

A ideia de simplificar o hábito de ouvir música surgiu da vontade do co-presidente da Sony, Akio Morita, de ouvir ópera durante seu trabalho sem precisar carregar vários discos. Assim, o engenheiro Nobutoshi Kihara desenvolveu o primeiro modelo do tocador de músicas portátil. Neste mês, o saudoso walkman completa 35 anos de existência.

“Memória que todo mundo tem do walkman, certamente, é de rebobinar as fitas ou passar pra frente com uma caneta Bic, tamanho certinho para enfiar em um dos orifícios da fita K7 e rodá-la para economizar pilha. Bateria não tinha, e como era moleque e duro, era assim que se fazia.”, conta o jornalista Luiz Cesar Pimentel, autor do livro “Você Tem que Ouvir Isso!”.

Nasci em 1993, então conheci o aparelho quando ele já era moda no mundo, mas não cheguei a usá-lo. Eu tinha só um radinho, onde colocava minhas fitas do Sandy&Junior pra tocar. Quando cheguei na idade de querer ouvir música o tempo todo, o walkman já estava obsoleto - o CD havia tomado o lugar das fitas, com maior capacidade, durabilidade e clareza sonora. Então meus pais me presentearam com o discman. Sua função era a mesma do walkman, mas em vez de fitas, ele reproduzia CDs.

Minha relação com o discman foi a de melhores amigos e, com ele, eu podia ouvir minhas músicas preferidas sempre que quisesse. Mas, por sua vez, esse aparelho teve sua produção interrompida nos anos 2000 com crescimento do mp3, um dos primeiros tipos de compressão de áudio com perdas sonoras quase imperceptíveis ao ouvido humano.




Esse formato se popularizou e tornou a música ainda mais portátil, já que permitia que um dispositivo pequeno, como os reprodutores mp3, armazenasse uma grande quantidade de faixas. Hoje em dia, é mais do que comum vermos pessoas com seus fones, reclusas em um mundo particular, andando por aí ao som de seus artistas preferidos.

É engraçado pensar que a “geração mp3” mal sabe o que foi uma fita cassete ou um walkman. Mas a verdade é que esse dispositivo revolucionou a maneira como ouvimos música e ampliou a relação de dependência e carinho que temos com ela.

Luiz Cesar diz que até hoje essa relação de viver com música permanece. “Troquei, aliás, o walkman pelo discman, e esse pelo MP3. Me condicionei a praticar atividades com música, principalmente físicas”.
Para mim, por mais que aquele walkman vermelho do meu pai não tenha mais muita utilidade, é gostoso colocar as velhas fitas pra tocar e imaginar o quanto ele se divertiu com aquilo. É como me disse o Luiz Cesar, “no final, os 3 (walkman, discman e MP3) tornam a música portátil. E isso é lindo!”

Para finalizar, veja esse vídeo de como as crianças reagem ao walkman: 

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Uma homenagem a Chico Buarque

(Foto: Facebook/divulgação)
Camila Pasin

Depois de quatro anos de Entre Bandas, esse será o primeiro texto que escrevo de uma forma mais pessoal, deixando as características jornalísticas um pouco de lado. Semana passada, o cantor Chico Buarque completou 70 anos de idade e logo pensei que gostaria de escrever algo sobre isso. Confesso que não acompanho o trabalho do cantor atualmente, mas gosto muito de suas canções mais antigas, especialmente aquelas compostas durante o período da ditadura militar. Admiro o uso da música e da arte como ferramenta de denúncia e, mais que isso, a perspicácia de fazê-lo por meio de metáforas, com uma linguagem que parece se remeter ao simples cotidiano mas, se lida criticamente, levantando uma significação muito maior.

Tive contato com a obra de Chico Buarque desde criança por influência da minha mãe, que sempre gostou muito do cantor e que costuma colocar as músicas para escutar no carro ou até mesmo em disco de vinil em casa. Lembro-me que eu achava - e ainda acho - “Cálice” extremamente inteligente. A música, escrita por Chico Buarque e Gilberto Gil, só pôde ser lançada em 1978, cinco anos após sua origem, passando pelas tendenciosas mãos da censura brasileira.

Quando comecei a estudar o período militar no colégio e entender ainda melhor o conteúdo daquelas músicas já familiares, percebi a força que o movimento cultural tem sob a ordem vigente e sob a sociedade em si, nem que seja só pela possibilidade de posicionamento e crítica, durante um regime em que a liberdade é restrita em todos seus sentidos. Passei a respeitar ainda mais Chico Buarque e outros autores de letras-manifesto, os quais - imagino eu - deveriam sentir necessidade de colocar pra fora tudo aquilo que os olhos viam, os ouvidos ouviam, o corpo sentia e que, na teoria, a boca deveria calar. Canções como “Apesar de Você”, “Roda Viva”, “Construção”, “Cotidiano” e “Deus lhe Pague” também se remetem criticamente ao regime ditatorial.

Contudo, o repertório de Chico Buarque vai além da questão da ditadura. Situações do cotidiano, preocupações sociais, amor e animadas marchinhas também integram as canções do cantor, compositor e poeta. Sua percepção no que diz respeito à sensibilidade feminina também o tornou destaque no cenário do MPB, com músicas em que Chico assume um eu-lírico feminino e retrata temas através do olhar de uma mulher. Podemos perceber, nas letras, questões como a violência doméstica, machismo, desilusões e conquistas amorosas. “Sem Açúcar”, “Atrás da Porta”, “Teresinha” e “Olhos nos Olhos” são algumas dessas canções.

Bom, destaquei, nesse texto, elementos da obra de Chico Buarque que mais se fizeram presentes para mim e que tornaram-me sua admiradora, assim como minha mãe já era desde sua adolescência. Não conseguiria, de qualquer maneira, resumir toda a obra do cantor em poucos parágrafos satisfatoriamente, portanto decidi fazer essa homenagem aos 70 anos de Chico Buarque mostrando de que forma ele contribuiu para meu entendimento sobre a música brasileira dos anos 60 e 70 e, até mesmo, sobre importantes elementos da história de nosso país, no âmbito político, social e comportamental, no mesmo período. Parabéns e obrigada, Chico! 

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Banda de caráter

João Victor Jacetti

Segundo um primo meu, existem certas bandas que "não definem caráter". É um pensamento meio estranho, mas que tem alguma lógica. Ele tem essa ideia, com a qual eu concordo, de que ao sabermos as bandas preferidas de uma pessoa acabamos conhecendo um pouco (ou bastante) sobre ela. No entanto, segundo ele, algumas bandas não dizem nada sobre a pessoa, isso porque são bandas que "todo mundo gosta".

É meio confuso, eu sei, mas dá pra esclarecer com um exemplo: se alguém diz que é super fã de Slipknot, Metallica e Megadeath, já começamos a imaginar a personalidade dela. É claro que essa imagem que temos é baseada em estereótipos, generalizações e até preconceitos, mas há de se convir que, na maioria das vezes, vários traços se preservam. Essa pessoa provavelmente é bem diferente de uma que gosta de Los Hermanos, Móveis Coloniais de Acaju e Arctic Monkeys... Entende?

Okay, até aí tudo bem, mas segundo ele o problema surge quando uma pessoa diz que é fã de Beatles, por exemplo. Uma pessoa que gosta de Beatles, ou de Queen, não te entrega nenhuma caracteristicazinha que seja sobre si mesma, a não ser o fato de não ser maluca!

Além das duas já citadas, Foo Fighters, U2, Maroon 5 e algumas outras já foram cogitadas para essa lista.

Minha crítica a essa teoria entra agora. Na minha opinião, é verdade que "todo mundo" gosta dessas bandas, mas, quando ela diz que uma dessas é sua banda PREFERIDA a coisa muda de figura. O fã de Queen que ouve oito músicas pode ser qualquer um, mas o que ouve todos os álbuns inteiros é um pouco mais transparente.

Tudo isso foi dito apenas para que você entenda a próxima frase: Desculpe, meu primo, mas se um show do Red Hot Chili Peppers não define caráter, nada define!

Otherside, By The Way, Californication, Give It Away, Dani California, Scar Tissue, Snow, Can't Stop, Under The Bridge, Around The World... É verdade. Anthony, Chad, Flea e Frusciante podem fazer um show inteiro só de músicas que não definem caráter. Por isso, até entendo que ela seja classificada como uma dessas. Mas a questão é que é exatamente o show que te impede de pensar assim.

Em 2013, o Anhembi se encheu de fãs daqueles que sabem cantar até o baixo das músicas
(Fonte: Vírgula UOL)
Em primeiro lugar, quando os californianos vieram para o Brasil em 2013, já desfalcado do guitarrista, eles fizeram questão de mesclar ao setlist algumas coisas bem menos manjadas, como If You Have To Ask, Factory Of Faith, Ethiopia e I Like Dirt. Em segundo lugar, nem todas as manjadas foram tocadas (Scar Tissue, por exemplo). E em terceiro e mais importante, o único jeito de entender a pegada do Red Hot é assistindo o Show, coisa que com certeza não é todo mundo que já fez.

Você pode ouvir três músicas e acabar concluindo que eles são uma banda bem lentinha e romântica. Ou ouvir outras três e pensar que os caras são meio pauleira. Dependendo das três, você pode nem perceber que é rock. Mas olhando o que acontece no palco dá pra entender o que eles são, dá pra entender quem gosta daquilo. E o fã verdadeiro de Red Hot sabe o que eles são. E sabe que são únicos.

Tem funk no rock deles. O Jam de bateria vem acompanhado de uma percussão brasileira. O guitarrista (Josh, na ocasião) fica na sua própria brisa paralela enquanto Anthony luta boxe imaginário e Flea simplesmente surta. As coisas que passam no telão eu nem me arrisco a explicar. O show tem momentos para pular, para cantar, para sentir, para pular, cantar e sentir! Todas essas coisas se encontram de maneira mágica e fazem um sentido quase irracional. Não dá para definir direito o que o Red Hot quer passar, mas dá para saber que não é qualquer um que realmente recebe.

Bom, se algum dia você quiser realmente entender em que momento um fã de Red Hot passa a ter caráter definido, faça algo muito simples. Pergunte assim: "O que você sentiu quando eles começaram a tocar Dosed no meio do show em São Paulo?".

Não vale a pena descrever melhor o show do Red Hot. Talvez ele deva ser resguardado para os fãs que definem caráter... E para os outros, sobram "só" 10 ou 15 músicas sensacionais que, cá entre nós, são bem melhores ao vivo...

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Pra acabar

Pearl Jam não acabou apenas com o Lolla 2013, mas também com os fãs

João Jacetti

Lá atrás a fumaça ainda era jogada pro alto por D2 e seu planeta, mas já tinha uma galera esperando na frente do palco vazio. Palco vazio. Carente de Kurt, carente de Layne. Exatamente como a galera que esperava. Galera carente de rock. Daquele rock de garagem que dói na alma, sabe? Mas o grunge não morreu.

Era o último show depois de um fim de semana inteiro de Lolla, mas, cá entre nós, um festival que se encerra com Pearl Jam não é exatamente um festival para os fãs da banda. Tudo acaba sendo uma grande abertura para o que está por vir.

Quando falta pouco para começar, percebe-se a ansiedade normal de qualquer show: “Será que vai tocar essa?”, “Espero que seja bom!”. Mas, quando começa, não é qualquer show.

Logo de cara uma do VS. e uma do Ten, só pra mostrar que não pouparão os clássicos. A terceira é um cover de Pink Floyd e não tem mais ninguém carente. Com que facilidade conduz uma plateia o tal do Eddie Vedder. E a voz continua incrível como a do vinil.
Foto: UOL

Em Do The Evolution a coisa sai do controle: o palco se incendeia e a plateia canta a letra toda, o Jockey só não desmorona porque a seguinte é Wishlist e todo mundo se acalma. O show fazia isso com perfeição. Eddie colocava todo mundo pra pular, emendava em uma baladinha e depois energizava tudo de novo. Chega a ser desgastante. “O repertório é demais”, falou alguém ali do lado. Even Flow é a décima música e parece que o show mal começou.

Daughter, Jeremy, World Wide Suicide, oito músicas completam o set list e o público ainda está no meio do transe quando, ao fim da décima oitava, os cinco abandonam o palco. Ainda falta muita música, é claro que eles vão voltar.

Tocaram duas ou três antes de começar Better Man, que colocou alguns mais sensíveis para chorar. Os menos sensíveis só sentiriam o baque na música seguinte. Isso porque o que acontece depois é, eu juro, uma das coisas que mais pode fazer um ser humano se sentir vivo.

O hino da banda pode até ser Alive, que foi tocada no finzinho, mas Black provoca algo indescritível.  “Folhas de telas vazias, peças intocadas de argila”, a primeira frase dá a ideia de que a obra de arte está começando a se criar. Qualquer pessoa que olhe de fora diria que algo está pra acontecer, você pode ver a expectativa, o peso, parece que até o ar fica mais denso conforme as batidas da guitarra e da bateria vão ficando mais intensas. Mais fortes a cada verso. E é ali no segundo refrão que tudo começa a transbordar. “I’m Spinning”, gritam com força. E tudo começa a girar, a escurecer, a quase doer. “Tattooed all i see, all that i am, all that i’ll be...”.

Depois disso não adianta mais explicar nada. É um turbilhão. Não há nada além de sentimento em todos, TODOS. A única palavra para aquilo é emoção, mas ela parece menor do que precisa ser. Os que ouvem e que, inevitavelmente, gritam com Eddie Vedder a partir daquele momento são os únicos que sabem o que se passa.  É sensorial, é espiritual. Black acaba com você.

O encore de nove músicas continua em um público entregue ao espetáculo. Em Alive, outro momento diferente da noite. Todos juntos, gritando incontáveis vezes que estão vivos, se sentindo tão vivos quanto em poucas oportunidades se sentem. O poder da música é algo espetacular. É exatamente isso, um hino.

Um cover de Baba O’Riley, do The Who presta uma homenagem a quem foi para eles o que eles são para todos ali. E, para encerrar, Mike McCready faz Eddie chorar com um dos solos mais belos já ouvidos. Depois de uma noite tão intensa, tão emotiva, tão pesada quanto essa, nada mais justo do que Yellow Ledbetter, para passar aquela sensação de paz que todos ali precisavam. Que qualquer um precisaria.

É difícil explicar, o show do Pearl Jam acaba com você.




sexta-feira, 30 de maio de 2014

Outro tom

João Jacetti

O Entre Bandas vem há muito tempo fazendo as melhores coberturas e entrevistas e te informando sobre tudo o que rola no mundo musical. Mas a verdade é que música não é só informação na tela fria do computador. Música também é a sensação, a beleza, a surpresa, o feeling e até a decepção que encontramos lá, cara a cara com quem sabe fazer. É exatamente por isso que, a partir do dia 30, você encontrará toda semana um novo tipo de texto aqui no site! Uma crônica, um texto literário, uma narrativa, uma experiência, uma poesia... Algo que só o verdadeiro fã de música vai entender.

Vá se acostumando. Toda sexta o Entre Bandas vai te fazer se sentir no show de uma banda diferente.

A equipe cresceu. 

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Nova fase do Entre Bandas

Camila Pasin

Música. Quem não gosta?! Pode ser rock, blues, reggae, pop, funk, soul... É música, e cada ouve de um jeito, sente de um jeito. O poder da música é maior do que imaginamos. Ela pode despertar sentimentos esquecidos, trazer lembranças antigas e até mudar nosso estado de humor, ou nos confortar em alguns momentos. Música pra festa, música pra relaxar, pra viajar, pra se concentrar... Sempre há aquela música, que precisamos naquele instante. Às vezes não descobrimos qual é e, talvez, aí, o silêncio seja a melhor canção, deixando nossos pensamentos guiarem nossos ouvidos.

Pensando em falar sobre música, foi criado, em 2010, o blog Entre Bandas, recheado de matérias sobre cobertura de shows, entrevistas e novidades desse universo de composições e melodias. A ideia central era levantar um diálogo entre os diferentes grupos musicais, e estes com você. A experiência de relatar momentos tão especiais para muitos, conversar com bandas que também marcaram fases da vida desses fãs é, de fato, inexplicável. É muito mais do que simplesmente noticiar.

E, assim como o sonho de qualquer banda, temos a ambição de expandir e, para isso, precisamos nos adaptar aos novos ritmos e nuances que nos cercam. A equipe do Entre Bandas está crescendo, novas seções estão sendo criadas, uma reformulação está por vir e, tudo isso, para trazer maior diversidade ao conteúdo e construí-lo com a maior qualidade possível.

Ligue as caixas de som e venha com a gente curtir esse repertório!