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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Entrevista Oriente

Camila Pasin

Conversamos com Nissin Instantâneo, rapper do grupo Oriente, sobre a influência da cultura oriental na banda, o novo disco Yin Yang, o rap carioca e paulista, esporte e mais. Confira só:



Leia também: Planta e Raiz, Oriente e Criolo marcam presença no Encontro das Tribos em São José dos Campos

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Tiago Iorc chega ao Vale do Paraíba com sua turnê Voz+Violão

Brunna Vantin





Escrever sobre esse show será uma viagem incrível de volta a um dos melhores shows acústicos que já presenciei. Não, eu não estou exagerando! No domingo, 07 de setembro de 2014, tive o imenso prazer de fazer a cobertura do show do Tiago Iorc, com sua turnê Voz+Violão, em São José dos Campos, no Teatro Colinas.

Nessa turnê, o Tiago viaja por cidades interioranas, onde não teve oportunidade de passar ainda. Apenas com seu produtor, seu segurança, e seu violão. E posso afirmar que ele faz algum tipo de mágica com sua voz e com seu violão, porque fazia tempo que eu não presenciava tantas pessoas hipnotizadas com uma música. E devo confessar que também fiquei hipnotizada logo que ele tocou as primeiras notas com seu mágico violão.

Tiago interagiu com os fãs na platéia e no mezanino o tempo todo. Conversou com uma fã que estava no mezanino gritando loucamente “Tiago eu te amo!” e ele respondeu na mesma hora “Eu te amo também!”, e a plateia foi ao delírio. Naquele momento, me coloquei no lugar daquela fã, e me imaginei dizendo que amo algum dos meus ídolos musicais, e ele me respondendo no meio do show. Possivelmente eu não iria dormir naquela noite, e tenho certeza que essa fã teve uma noite inesquecível, e foi embora feliz da vida.

Havia fãs de diversas cidades. Quando Tiago perguntou de onde vieram, várias ergueram o braço e ouvi inúmeros gritos entre Rezende – RJ, Guaratinguetá-SP, Aparecida-SP, Itajubá-MG. Houve até um clima de disputa para saber quem veio de mais longe para assistir ao show. Nessa de dizer de onde veio, uma fã ainda comentou sobre uma situação já vivida com o cantor, e ele ainda brincou “Essa já é minha amiga!”. Risadas não faltaram. Clima gostoso demais entre ídolo e seus fãs.


Tiago levou seus fãs a loucura, tocando seus sucessos como “It’s a Fluke”, “Love of  My Life”, “Um Dia Após o Outro”, de seu CD mais recente ZESKI (2013), e “Nothing But a Song”, “Fine”, “Blame”, de seu primeiro disco, LET YOURSELF IN (2008), dentre outros sucessos. Até porque todas suas músicas são um sucesso. E ainda foi extremamente aplaudido ao tocar covers de sucesso como “Magic - Coldplay”, “Morena – Los Hermanos”, e sua versão de “Tempo Perdido – Legião Urbana”. Não posso deixar de citar que, ao som de Tempo Perdido, um casal fofo se levantou e foi até o fundo do teatro, e começou a dançar num clima romântico. E devo confessar que se eu estivesse com alguém especial na hora do show, faria a mesma coisa rs.

Quando Tiago anunciou que o show estava chegando ao fim, óbvio que toda a plateia soltou aquele ”aaahhhh” típico de fim de show. E quando o cantor deixou o palco, os gritos de “volta” “BIS” “toca mais uma” tomaram conta do teatro. Até que depois de um breve tempo, Tiago volta ao palco tocando “My Girl”, trilha sonora do filme “Meu Primeiro Amor”, que o cantor regravou em seu primeiro álbum. Já gostava dessa música em sua versão original, mas preciso dizer que me apaixonei pela versão que Tiago gravou, e encerrou seu show da melhor forma possível.


Após o show, conversei um pouco com o Tiago sobre sua carreira, e sobre sua turnê Voz+Violão. Esse bate-papo você confere agora, aqui no Entre Bandas:

Entre Bandas: Tiago, eu conheci seu trabalho recentemente, mas seu primeiro álbum é de 2008. O que você acha que vem mudando desde então?
Tiago Iorc: O meu trabalho é muito um reflexo da minha vida pessoal. E eu vivi muita coisa nesse tempo. Desde que eu lancei meu primeiro disco, eu comecei a fazer só isso da minha vida, então eu pude me dedicar só pra isso, e, com essa dedicação integral, eu me atentei a tudo que diz respeito a fazer isso. Prestei atenção no jeito que eu tava cantando, no jeito que eu tava compondo, minha postura no palco, minha relação com essa vida... Então eu acho que o maior reflexo disso é só meu tempo de aplicação que foi me deixando mais atento, pra encontrar exatamente a forma como eu queria me manifestar.

Entre Bandas: No primeiro semestre, os shows da sua turnê Voz+Violão lotou teatros de médio porte, e foram mais de 30 cidades! Quais suas expectativas pra esse finalzinho de ano com essa turnê?
Tiago Iorc: Está sendo lindo porque essa turnê me possibilita visitar cidades que eu não tinha passado ainda, como foi o caso aqui em São José dos Campos, e ontem em São Caetano, antes de ontem em Sorocaba. E o mais bonito é que em todos os lugares onde estou passando, sempre tem sido muito procurado, os shows estão sempre cheios, e está sendo lindo! Acho que vai ser um ano bem bonito!

Entre Bandas: E com esse formato reduzido de show, apenas você e seu violão, você se aproxima bem mais do seu público, não é? Você acaba tendo uma proximidade maior.
Tiago Iorc: Sem dúvidas!!! Isso é uma coisa que gosto muito, sempre gostei muito desse formato de show, e acho que as pessoas percebem com mais nitidez exatamente qual é a essência do que eu faço. O violão que, desde sempre é meu instrumento, desde criança a minha interação com a música está relacionada com o violão do que com qualquer outra coisa, então é a minha essência bem exposta no palco. E obviamente, como é mais quieto, é possível interagir mais com o público.

Entre Bandas: E como é pra você parar pra pensar que já são nove músicas como trilha sonora em novelas?
Tiago Iorc: É ótimo! Eu nunca escrevo música pensando nisso, eu sempre componho com uma vontade de manifestar alguma coisa, e pensar que ela cabe em determinadas produções, e que serve pro interesse das pessoas, mais do que tocar em novela. E, sim, só o fato de fazer sentido pra outras pessoas é o que me tem possibilitado viver disso. É lindo!

Entre Bandas: Alguns classificam sua música como folk. Outros dizem que você tem uma pegada mais indie. Já ouvi dizer até que você é o John Mayer brasileiro. Mas, como você classifica sua música?
Tiago Iorc: Eu não sei, tem uma frase do Oscar Wilde que diz: “definir é limitar”, e eu gosto de não estar enclausurado em uma determinada definição, até porque conversa com todas essas coisas que “tu” disse. Pode ser isso, pode ser aquilo, e eu gosto de me sentir livre pra daqui a pouco ser qualquer outra coisa diferente do que eu estou fazendo.

É isso! Espero ter levado vocês um pouco mais pra perto desse cara que, definitivamente, me conquistou! Ele ainda foi super simpático e gravou uma chamada pro Entre Bandas! Vamos lá, todos fazendo o que o Tiago disse: VENHAM TODOS PRO ENTRE BANDAS!


Quero deixar aqui meu agradecimento, em nome de todos nós do Entre Bandas, a toda equipe do Teatro Colinas por toda atenção conosco. Em especial à Flávia Marreira, assessora de imprensa do Teatro, que nos guiou durante o show inteiro, e também à Emily Azevedo, que esteve conosco no backstage do show. Ao Felipe Simas pela consideração e atenção conosco do site. Agradeço também à Jéssica Nagai, que nos ajudou com as fotos e fez um trabalho lindo registrando esse show incrível. A todos os responsáveis por esse show, deixo aqui o nosso MUITO OBRIGADO!


E aos leitores do Entre Bandas, até o próximo show! 

Confira as fotos do show e do pessoal no camarim em nossa galeria, clicando aqui.

Fotos show Tiago Iorc em São José dos Campos (07/09/14)

Confira as fotos do show do cantor Tiago Iorc, realizado no dia 07 de setembro de 2014, no Teatro Colinas, em São José dos Campos. Veja as fotos tiradas com os fãs no camarim também!

Leia a matéria completa sobre o show e a entrevista do Entre Bandas com Tiago Iorc, aqui


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Bora Viver!

Camila Pasin

Formada em 1998, a banda Planta e Raiz é um dos destaques do reggae nacional e vem reunindo uma crescente legião de fãs ao longo dos anos. Completando 15 anos de estrada em 2013, o grupo lançou seu oitavo disco, o projeto duplo “Bora Viver” e “De Sol a Sol”. A produção ficou por conta de Zeider, Samambaia e Franja e foi realizada de forma descontraída no estúdio da própria banda, em São Paulo. O grupo está bastante empolgado com o álbum, que ainda contou com participações especiais, dentre elas a cantora Claudia Leitte, Sabotinha (filho do rapper Sabotage), Fernando Anitelli (Teatro Mágico), Di Ferrero (NX Zero), Stereodubs e Tati Portela (Chimarruts), a qual participou da canção “Linda”, novo single do disco.

O Planta e Raiz está percorrendo diversas cidades do Brasil com a Tour Bora Viver e tem a pretensão de tocar novamente fora do país, como já fizeram no ano passado.

Leia a entrevista do Entre Bandas com Samambaia, baixista do Planta e Raiz, que conta sobre os 15 anos de banda, as dificuldades e as vantagens de trabalhar de forma independente, a produção dos últimos discos, e muito mais! Samambaia fala também sobre o show na cidade de Bauru, que aconteceu na sexta-feira (17/05). Olha só:

Samambaia - Planta e Raiz em Bauru 
Como você define o disco duplo “De Sol a Sol” e “Bora Viver”, lançado este ano?
Eu defino até como um dos melhores CDs da banda, pois retrata de forma bem verdadeira o que o Planta e Raiz realmente é. Nós que fizemos tudo, desde a produção até a mixagem. Acho que é um dos discos que mais descreve a cara da banda mesmo, nós nos envolvemos bastante desde o começo até a finalização do trabalho.

Musicalmente, acredito que teve uma grande evolução comparando com o começo da banda, quando nós ainda não tínhamos experiência de gravação e tudo mais. Além disso, a banda tem buscado se aprofundar mais nas raízes. O disco teve muitas influências originais, bem reggae mesmo.

E as parcerias na composição do disco?
No novo disco, nós contamos com algumas participações, o que veio em uma hora bem especial, levando em conta a dificuldade que enfrentamos ao gravar e lançar um CD autoral. Ficamos muito felizes em poder contar com essas participações para fortalecer nosso disco, com certeza elas deram muita força para o Planta e Raiz e engrandeceram muito a banda. Foi massa a galera ter vindo aqui no estúdio, que é na garagem da minha casa.

Planta e Raiz em Bauru

Como foi a gravação?
O disco foi gravado de forma independente. Fomos ganhando uma experiência com a gravação em estúdios grandes, com o Rick Bonadio, no Midas. Durante esses anos todos, eu fui pegando experiência na parte técnica de gravação, masterização, mixagem, e captação de som. Eu tenho um estúdio desde que começamos a banda, onde acontecem os ensaios desde 1998.



Qual a diferença entre trabalhar com gravadora e de forma independente na produção de um álbum?
Eu valorizo muito o fato de o Planta e Raiz ter trabalhado com o Rick Bonadio, nós aprendemos bastante. Admiro muito e sou fã dele e de sua equipe até hoje, o Midas é uma mega produtora. A diferença é que agora nós conseguimos andar com as próprias pernas e conseguimos produzir a nossa própria música, nosso próprio disco. Acabamos transferindo uma energia muito maior pelo envolvimento mais intenso da banda com a produção do disco. 

É importante levar em conta também o fato de trabalharmos em um estúdio que frequentamos há anos, onde nós já nos sentimos em casa. Existem aqueles momentos em que queremos dar uma parada. Em estúdio próprio, é possível fazer isso. Já em estúdio grande, é mais complicado, porque existem funcionários trabalhando ali, então temos que seguir certos horários.

Independente, temos mais liberdade, conseguimos trabalhar mais à vontade. Na gravação do último disco, tiveram dias em que decidimos não gravar, e outros em que ficamos até de madrugada. Nos sentimos mais à vontade, e isso transfere para o disco também. Se fôssemos gravar em outro estúdio, teríamos que pagar a hora, e acaba tendo uma pressão natural.

Planta e Raiz em Bauru
E as dificuldades?
Existem dificuldades por causa dos equipamentos, que são muito caros. Nós temos alguns equipamentos, mas precisaríamos de muito mais para ficar igual aos estúdios grandes. Mas, por outro lado, existem coisas que compensam. É possível fazer de outra forma, não existe regra. Você pode fazer com um equipamento de cem mil dólares, mas você pode fazer também com uma placa de 500 reais a gravação. É possível que saia diferente, mas não podemos falar o que é melhor ou pior, não é?!

No disco “Planta Adubada” vocês regravaram músicas da banda com uma levada mais instrumental que se diferenciou dos outros discos. De que forma aconteceu essa gravação?
O “Planta Adubada” nós gravamos em um clima bem descontraído também, na casa do Buguinha, produtor desse disco. A gravação foi muito legal! Cada um ficou em um lugar. Eu e o Kuyo, baterista da banda, ficamos na sala; o Juliano ficou na cozinha com a percussão; os caras do metal ficaram lá fora com os microfones; e o Zeider também ficou lá fora, em outro cantinho. Foi muito legal, cada um em um canto fazendo seu som. Depois, foi feita uma arte do Dub que ficou animal.

Fizemos 250 cópias em vinil do disco com essa nova roupagem das músicas e já vendemos tudo!

Durante esses 15 anos de estrada, qual foi o maior aprendizado?
O maior aprendizado foi conviver com as pessoas, saber ouvir e se expressar. Isso a gente aprende a cada dia. A convivência de uma banda é muito legal, a gente acaba vivendo até mais entre os brothers do que com a família mesmo. Torna-se outra família.

Vocês estão fazendo campanha nas redes sociais para o pessoal votar “Planta e Raiz” no Prêmio Multishow. Qual é o reconhecimento do reggae na mídia?
O reggae sempre teve seu espaço, mas poderia ter um pouco mais. No nosso caso, estamos fazendo campanha para a galera votar no Prêmio Multishow, mas o nosso nome não aparece nem entre os destaques das bandas. Eu acho, portanto, que o reggae poderia ter um pouco mais de visibilidade na mídia. Mas nós vamos lutando, e o importanto é unir as bandas, para elas não desistirem e continuarem na ativa. É comum vermos músicos desistirem no meio da estrada e pararem de tocar.

O Planta e Raiz sempre foi guerreiro durante esses 15 anos. Claro, ainda é necessário fortalecer o reggae no país, existirem mais bandas e tudo mais, para poder ter mais acesso à mídia. Ao mesmo tempo, acredito que o reggae não precisa disso. O reggae sempre esteve envolvido com as pessoas que gostam de boa música, que vão atrás e que, uma hora ou outra, acabam conhecendo.

Planta e Raiz em Bauru
Foi sancionada, no dia 14 de maio, uma lei que instituiu o Dia Nacional do Reggae no Brasil, em homenagem a Bob Marley. Qual a sua opinião sobre isso?
Eu acho legal o Dia Nacional do Reggae, é bacana. Mas eu me preocupo mais com a situação do nosso país. Não estou muito preocupado com o “dia disso, dia daquilo”. As escolas deveriam ter mais infraestrutura e o dinheiro deveria sem melhor aplicado. Ao invés de os políticos prometerem mais hospitais e mais escolas, eles deveriam arrumar os que já existem. 

Enfim, eu me preocupo com outras coisas em relação a leis e decisões governamentais. Acredito que o país só vai mudar se a “parada” realmente for séria. O dia do reggae é todo dia, quando o cara acorda cedo e vai trabalhar, volta no fim do dia e ainda tem que se preocupar com a família e tudo mais. Para mim, reggae é isso, o dia-a-dia do trabalhador do gueto.

Como foi o show do grupo na cidade de Bauru, realizado dia 17 de maio?
Eu gostei bastante da galera de Bauru, fiquei bem feliz com o show. Conhecemos algumas pessoas em Bauru nesse último período, que agitaram esse show. Fiquei muito feliz com o movimento da galera para levar a banda à cidade. Gostei demais e quero voltar mais vezes. Acho que ainda temos muito show para fazer em Bauru.

E que som você indica para a galera ouvir?
Eu curto bastante Ziggy Marley e Damian Marley. A família Marley é bem legal de conhecer. Mas eu acho que Bob Marley é, realmente, o rei do reggae. Todas as pessoas que querem tocar em uma banda devem conhecer e ouvir muito o Bob para se aprofundar nele musicalmente. Em minha opinião, é claro. Além disso, indico Diana, SOJA, os brasileiros do Ponto de Equilíbrio... Ainda acho que tem muita coisa boa surgindo por aí.

Para finalizar, você quer deixar um recado para o pessoal que ler a entrevista?
Quero dar um abraço na galera de Bauru e região, e dizer que gosto muito do interior de Sampa. Queremos voltar mais vezes para tocar e curtir um pouquinho aí, porque é muito bom. Quando fomos para Bauru tocar, estava maior chuva aqui em São Paulo, e aí, maior sol. Então, foi um grande prazer! (risos). 

Planta e Raiz em Bauru

quarta-feira, 6 de março de 2013

“Livre pra poder buscar o meu lugar ao sol”


Hoje o Brasil acordou mais triste. Perdemos um dos grandes nomes do rock nacional das últimas décadas, o cantor e compositor Chorão, da banda Charlie Brown Jr. Dono de uma personalidade marcante e um forte amor pela música e pelo seu trabalho, Chorão fez história durante seus anos de carreira e serviu como exemplo para vários jovens que também tinham como sonho viver na estrada e viver de música.

“Eu vim de Santos, sou Charlie Brown”. Era com orgulho que Chorão falava da cidade de Santos, no litoral de São Paulo, onde passou sua adolescência e formou a banda Charlie Brown, na década de 1990. Sempre com um skate no pé e um boné na cabeça, o vocalista foi o único integrante da banda que participou de todas as formações durante as duas décadas de Charlie Brown. Não só participou, como também se entregou a cada momento, dando o melhor de si e dedicando-se ao máximo àquilo que lhe fazia tão bem.

Em 15 anos de banda, o Charlie Brown Jr. lançou nove álbuns de estúdio, dois discos ao vivo, duas coletâneas e seis DVDs. E vendeu, ao todo, 5 milhões de cópias. O grupo compôs vários hits de sucesso, como “Lugar ao sol”, “Dona do meu pensamento”, “Só os loucos sabem”, “Me encontra”, “O universo a nosso favor”, “Só por uma noite”... Além disso, ganhou o Grammy Latino de melhor álbum de rock brasileiro com o disco “Tâmo aí na atividade”, em 2005, e “Camisa 10 joga bola até na chuva” cinco anos depois.

Mas, para o Chorão, que completaria 43 anos em abril, o mais importante era o contato com a galera, era sentir a emoção de estar com os pés do palco, fazendo o que mais amava: tocar! “A gente continua na batalha, nunca com a aceitação de jogo ganho. Pé no chão, respeitando a galera”, foi o que o skatista contou ao Entre Bandas em entrevista realizada ano passado, após o lançamento do CD e DVD “Música Popular Caiçara”, que reuniu músicas de todos os outros discos já lançados pelo grupo. O lançamento foi ainda mais especial pelo fato de que o Charlie Brown havia voltado à sua formação original, com Chorão, Thiago Castanho, Marcão, Champignon e Bruno Graveto.

Chorão, você merece toda a paz do mundo. Essa é apenas uma homenagem do Entre Bandas, em nome de todos seus fãs, agradecendo por cada palavra de paz, de incentivos aos nossos sonhos e pela energia singular que você conseguia transmitir não só nos shows, mas também nas canções em si.

Para relembrar... Tivemos a honra de poder entrevistar, em 2012, esse importante símbolo do rock brasileiro e dono de um coração do tamanho do céu. Assista:


Camila Pasin

domingo, 9 de setembro de 2012

Entrevista com Esteban Tavares



Com apenas trinta anos de idade, o rockeiro Rodrigo Tavares - também conhecido como Esteban - já tem muita história para contar. Além de cantor, Esteban toca guitarra, baixo, bateria, piano e expressa seus sentimentos e acontecimentos de sua vida pessoal através de composições.

O músico era integrante da banda Fresno desde 2006, mas retirou-se do grupo este ano para se dedicar a seu projeto solo, e também à banda Abril, que foi uma das principais bandas que tocaram no Sampa Music Festival 7. 

Em entrevista ao Entre Bandas, realizada nesse festival que reúne diversas bandas underground, Esteban conta sobre a formação do grupo Abril, sua saída da Fresno, fala também sobre o seu projeto solo, o sucesso da pré-venda do primeiro disco “¡Adios Esteban!”, e mais. Confira aí: 


Camila Pasin

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Entrevista com Scracho sobre o clipe sustentável “Som Sincero”


Foto: Divulgação
“Som Sincero” é o nome do novo clipe do grupo Scracho, lançado em Julho de 2012, cujo cenário foi montado com materiais recicláveis recolhidos na praia de Ipanema pelos integrantes Diego Miranda, Caio Corrêa e Débora Teicher, juntamente com os fãs da banda. 
A iniciativa, além de resultar em um clipe recheado de cores e diversão, serviu como estímulo à reciclagem e também deixou a praia mais bela e limpa. 

O vocalista Diego Miranda falou sobre o clipe “Som Sincero” em entrevista ao Entre Bandas, e de outras novidades do trio carioca, olha só: 

Entre Bandas: Na última entrevista que realizamos com vocês, no Sampa Music Festival 3, a banda estava prestes lançar o clipe “Quase de Manhã”. E agora, o Scracho já está com um novo clipe do single “Som Sincero”, que está tendo grande repercussão na internet e televisão, com mais de 30 mil visualizações no Youtube. O que vocês estão achando dessa resposta tão positiva em relação ao clipe?
Diego Miranda: “Som Sincero” foi o clipe mais trabalhoso que já fizemos. Então ver a galera respondendo de forma tão positiva é muito gratificante! Desde a primeira garrafa pet que catamos na rua até a edição final do clipe participamos de cada etapa com muita intensidade. Por conta disso, estamos bem felizes com a repercussão do clipe que já está, inclusive, há mais de uma semana no Top10MTV!

Foto: Divulgação
Entre Bandas: De que forma aconteceu a escolha da música “Som Sincero” para ser o novo single?
Diego Miranda: Aconteceu de forma muito natural. Além de ser uma das músicas que a gente mais gosta do MAD (disco “Mundo a Descobrir”), também é uma das canções que a galera mais pira ao vivo nos shows. Então foi bem simples escolher a música para ser o novo single.

Entre Bandas: Assistindo ao clipe, podemos perceber que vocês se divertiram bastante durante as filmagens. Como foi a gravação?
Diego Miranda: A gente se diverte quase sempre! Claro que o trabalho tem que ser levado de forma séria e profissional. Mas quando criamos a banda, há sete anos, queríamos, acima de tudo, nos divertir. E a diversão permanece até os dias de hoje para nós. Esperamos que seja sempre assim.
Sobre a gravação, fizemos dois dias de filmagem em um galpão no Recreio aqui no Rio de Janeiro. Já tínhamos produzido os cenários durante duas semanas na casinha da banda, juntando o material e montando todas as coisas. Na madrugada de sexta-feira, nós levamos o material dos cenários para o lugar da filmagem. Já no fim de semana, começamos a filmar desde as sete da manhã até a hora em que não aguentávamos mais.
Foto: Divulgação

Entre Bandas: E o cenário, como foi feito? Vocês tiveram participação na montagem?
Diego Miranda: Participamos de tudo. Desde recolher o material reciclável (garrafas pet, copos plásticos, fôrma de empada, cabo de vassoura) até montar as luminárias, as paredes e todo o resto. Foi minha tia, a Mariangela, quem acompanhou a banda nessa produção, coordenando tudo e assinando a direção do clipe.


Entre Bandas: Qual foi, para você, o momento mais marcante vivido com o Scracho?
Diego Miranda: Difícil dizer isso, pois são muitos os momentos marcantes. Dentre eles, tem o Prêmio Multishow, os primeiros shows em cidades que nunca havíamos tocado, a nossa música na rádio, o clipe em primeiro no Top10MTV... Seria injusto nomear apenas um desses momentos. 

Entre Bandas: E música? Tem alguma preferida?
Diego Miranda: Difícil de dizer também... Mas “Lado Bê”, “Não Demora”, “Som Sincero”, “Morena”, “Universo Paralelo”, “Bom Dia”, etc e tal. Poderíamos falar todas (rs)! 

Entre Bandas: O Scracho inovou ao criar a “Twitcam Tour”. Como surgiu a ideia de fazer um projeto assim? E teve um resultado legal?
Diego Miranda: Queríamos dar uma oportunidade de as pessoas que nunca foram a nenhum show do Scracho de se programar para assistir a banda na Twitcam fazendo um som. Sempre fizemos “Twitcam Tour”, mas era sempre uma coisa espontânea, do tipo “estamos em casa, vamos fazer uma Twitcam agora”. A ideia da “Twitcam Tour” era divulgar quatro datas para fazer o som com a galera online. O resultado foi ótimo, o pessoal contabilizou, na internet, quantas pessoas nos assistiram e o número passou dos cinco mil! 

Entre Bandas: Pensam em fazer mais projetos desse tipo?
Diego Miranda: Tudo que nós pensamos, acabamos fazendo. Então, se aparecer alguma ideia que dê para ser feita, iremos colocar em prática com certeza! 
Bastidores da gravação do clipe "Som Sincero"
(Foto: Facebook Oficial Scracho)

Entre Bandas: Foi feito, para cada música do disco “Mundo a Descobrir”, um webclipe diferente. O webclipe de “A seu tempo” é composto somente por fotos, que contam a história de vocês desde a infância até o Scracho. Falando em história, o que o Scracho representa para cada um de vocês? O que será contado aos seus netos sobre essa fase de suas vidas?
Diego Miranda: O Scracho é a parte mais importante da vida de cada um de nós três. A banda faz parte de cada um há, pelo menos, seis anos. Hoje, estamos na casa dos 25 anos. Então, dos 18 aninhos até aqui, somos o Scracho. Se parar para pensar, nós não existimos sem o Scracho desde os 18 anos, é bem louco! Vamos contar para os nossos netos que fomos rocknroll e tivemos uma banda irada! 

Entre Bandas: E o webclipe “Sala de Jantar”? Foram os fãs que enviaram os desenhos?
Diego Miranda: Sim! Já tem um clipe não oficial da música “Morena” em que foi usada a mesma ideia. O clipe foi feito por uma menina e tem milhares de visualizações no Youtube. Nossa ideia foi homenagear esse clipe e fazer outro no mesmo esquema, com desenho “tosco” no Paint. E convidamos os fãs a participarem também!

Entre Bandas: Para finalizar, deixe um recado para os fãs e para a galera que também quer seguir a carreira de músico.
Diego Miranda: Estamos junto galera! Se você tem um sonho e mais alguns que sonham contigo, vai na fé!

VEJA MAIS: Entrevista realizada em 2011 com a banda Scracho, no Sampa Music Festival 3.


Camila Pasin

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Entrevista Rancore



A banda Rancore, formada por Ale Iafelice (bateria), Candinho Uba (guitarra), Caggegi (baixo), Gustavo Teixeira (guitarra) e Teco Martins (vocal), surgiu no ano de 2002 e, desde então, vem conquistando seu espaço no cenário musical brasileiro com uma identidade e estilo próprio. 

O grupo, que já continha em sua discografia dois álbuns gravados de forma independente, lançou ano passado o disco “Seiva”, com doze faixas que “transmitem energia e uma vibe muito positiva“, segundo o estudante de dezesseis anos Lucas Calvo, que já foi a três shows da banda. “Os shows que pude comparecer foram incríveis. Eles são muito animados por conta da forte interação que a banda tem com o público”, completa o estudante. 

Essa conexão entre o público e o Rancore pode ser notada através do clipe “Samba”, que foi gravado em um show feito na cidade de São Paulo, no Carioca Club. E o quinteto fala sobre o novo clipe em entrevista realizada para o site Entre Bandas, confira: 


Clipe "Samba":


Camila Pasin

terça-feira, 3 de julho de 2012

Entrevista Planta e Raiz


Foto: Camila Pasin
O grupo de reggae Planta e Raiz realizou show inédito no sábado (30) na cidade de São José dos Campos/SP em homenagem a Luiz Gonzaga, o Rei do Baião

Em época de festa junina, nada mais pertinente do que uma bela homenagem ao Rei do Baião, o grande compositor Luiz Gonzaga, que completaria seu centenário em 2012. A homenagem foi feita pela banda independente Planta e Raiz, que uniu o reggae ao baião e forró do pernambucano Luiz Gonzaga.  

Filhos dos integrantes da banda também aproveitaram o show para
 curtir junto aos pais. Foto: Camila Pasin
Grandes sucessos como Asa Branca, O Xote das Meninas e A Vida de Viajante fizeram parte do repertório do show inédito. Além disso, o sexteto Planta e Raiz também tocou músicas de sua própria autoria, incentivando o público a dançar em cada minuto do show. 

O vocalista Zeider conta para o Entre Bandas, em entrevista, sobre os recursos utilizados para a gravação do disco Planta Adubada, lançado ano passado, além da gravação do novo álbum, que tem previsão de lançamento para o início do segundo semestre. 

Zeider comenta, inclusive, sobre a importância e influência da música nordestina atualmente.  Assista:



Pedimos desculpas pela baixa qualidade da imagem, que se deve ao ambiente escuro em que o vídeo foi gravado.  

Camila Pasin

quinta-feira, 21 de junho de 2012

NX Zero fala sobre novo disco



(Foto: Camila Pasin)

Lançamento do novo álbum, que disponibiliza músicas pela internet, é aguardado com ansiedade

Em 2001, formou-se a banda “NX Zero Granada” composta pelo trio Yuri Nishida (guitarra), Philip (baixo-vocal) e Daniel Weksler (bateria). O primeiro CD, “Diálogo”, foi lançado em 2004 após a entrada do vocalista Di Ferrero na banda. A partir de então, já com a formação atual e sem o “Granada” no nome, o NX Zero começou a fazer cada vez mais sucesso até alcançar, em 2006, as primeiras posições nas rádios do país. Isso se deveu ao enorme sucesso do single “Além de mim”, do disco “NX Zero”.

Público de todas as idades canta nova música do NX Zero.
(Foto: Camila Pasin)
A legião de fãs foi só aumentando ao decorrer dos onze anos desde o início do grupo, com o lançamento dos discos “Agora” em 2008 e “Sete Chaves” no ano seguinte. Em 2010, a banda inovou ao gravar um disco com um estilo totalmente diferente dos outros já lançados anteriormente: “Projeto Paralelo”, que contou com a participação de diversos rappers tanto nacionais quanto internacionais.

E agora, em 2012, a banda está em fase de preparação de um novo disco, com previsão de lançamento para o segundo semestre deste ano. Uma das faixas do álbum foi lançada recentemente, com o nome "Hoje o Céu Abriu", que foi tocada pela primeira vez em um show do NX Zero realizado em São Paulo no último domingo (17). 

Confira a entrevista exclusiva do Entre Bandas realizada no show com o grupo:


Camila Pasin