O cantor e compositor mineiro Zé Geraldo se apresentou no Sesc São José dos Campos no último sábado (27), com canções do disco “Hey Zé – no folk e no rock”, lançado neste ano. O álbum, 17º da carreira do músico, traz onze faixas, com oito composições inéditas. A faixa título "Hey Zé" se consiste em uma regravação da canção "Hey, Joe", de Jimi Hendrix, dando novos rumos à história narrada na composição.
O show teve, ainda, participação do músico joseense Tuia Lencioni.
Confira a cobertura fotográfica do show realizada pelo Entre Bandas:
Camila Pasin A noite de sábado (10) no Sesc São José dos Campos foi em clima de festividade. Em comemoração aos dez anos do disco “Idem”, o grupo Móveis Coloniais de Acaju inundou o ginásio da casa com muita música, dança e energia. Com início às 20h, o show contagiou o público presente até as últimas notas transmitidas, e deixou mais que explicado o porquê de se celebrar o aniversário do primeiro álbum da banda.
“Feijoada búlgara” é a expressão encontrada pelos integrantes do Móveis para descrever suas canções, mesmo que seja para “definir sem definir nada”, como brinca Eduardo Borém, em entrevista ao Entre Bandas. A dificuldade de caracterizar as composições em palavras se dá por conta da diversidade de influências que as compõem. Os ritmos não se restringiram aos termos brasilienses - região onde nasceu a banda, no Distrito Federal -, longe disso, as músicas trazem elementos de todo o Brasil e do mundo, principalmente do leste europeu com o rock e ska. Ou seja, mistura e diversão é o que não falta. (Saiba mais: Assista a entrevista completa do Entre Bandas com André Gonzales e Eduardo Borém, aqui). Mas espera que a festa só está começando. Os animados ritmos do pessoal do Móveis Coloniais de Acaju inspiraram amores. No meio do show, alguns integrantes desceram do palco e organizaram uma roda em meio à plateia. Quem mais se surpreendeu com o que aconteceu a seguir foi a técnica de nutrição Ieda de Oliveira, com o pedido de casamento de seu namorado Bhayan, mecânico aeronáutico, ali mesmo, no meio da roda. A resposta foi sim, e esse momento especial trouxe ainda mais emoção à noite, que se encerrou com um coro de parabéns ao flautista Beto Mejía, aniversariante do dia.
Bem, já que em palavras é difícil descrever, confira a galeria de fotos desse mágico show:
(Você também pode ver o álbum das fotos clicando aqui).
Assim como uma peça de teatro se desenrolou o show de Francis e Olívia Hime no Sesc São José dos Campos, hoje, dia 27 de Setembro. Apenas ele e ela, o casal. Francis sentado ao piano, com um microfone posicionado à frente, e Olívia em pé, o microfone nas mãos. A apresentação era em homenagem ao compositor Vinícius de Moraes, parceiro de Francis anos atrás. Transmitindo uma emoção e sensibilidade muito fortes, Olívia mostrou sua bela voz e expressividade teatral, enquanto Francis trazia um toque de samba e MPB às canções, com suas notas delicadas.
Sentados em cadeiras para apreciar o espetáculo musical que acontecia, os espectadores sentiram como se a apresentação estivesse dividida em dois atos, mas se desdobrando de forma singela e imperceptível no momento. Um primeiro ato mais dramático, com um repertório de músicas cujo tema era o amor, e um segundo ato mais descontraído como se fosse uma conversa - cantada - entre o casal de artistas, os quais se complementavam na melodia.
Simpáticos e sorridentes, Francis e Olívia Hime exalaram uma vívida sintonia entre si, sem deixar de homenagear com belas palavras o "poeta, poetinha" Vinícius. Colocando seus óculos e pegando um grande livro, Olívia recitou um poema de Vinícius que, segundo ela, foram as primeiras palavras que ela disse em um palco, em um teste para entrar na escola de teatro ("e eu consegui", conta). Enquanto Olívia lia e emitia toda a emoção da poesia, Francis dedilhava o piano, inundando por completo o pátio do Sesc.
Como todo bom espetáculo, o público levantou-se ao final para aplaudir, pediu bis e apreciou mais da sonoridade única conduzida por Francis e Olívia. O final dessa história foi feliz, com um beijo do casal ao término da última canção, e sessão de autógrafos de CDs e DVDs na área de convivência do Sesc.
Camila Pasin O cantor Ed Motta realizou um show no Sesc São José dos Campos, dia 13 de setembro de 2014, lançando seu novo disco AOR em referência ao termo norte-americano "Album Oriented Rock". Veja só a cobertura fotográfica da apresentação, realizada pelo Entre Bandas: >
Nessa quarta-feira, 14 de maio, Bauru novamente afirmou que o interior tem voz. A cidade, palco de um ascendente cenário hip-hop, recebeu o rapper Emicida em um show marcante no Sesc. Quem esperava encontrar ali só o rapper com um microfone na mão ficou impressionado com a quantidade de instrumentos e ritmos que compunham as músicas. Tambor, berimbau e guitarra acompanhavam os discos do DJ Nyack. E os instrumentistas fizeram um show à parte com suas coreografias e sintonia.
A última vez que Emicida havia se apresentado em Bauru foi em 2011 no festival Canja, evento realizado pelo Enxame Coletivo que reúne diversas formas de manifestação cultural. Nesses três anos de diferença, é notável a mudança pela qual o rapper passou, tanto na composição das canções quanto nos ritmos mas, claro, sem deixar para trás as batidas tradicionais de seu rap. O álbum “O Glorioso Retorno de Quem nunca Esteve Aqui” , produzido de forma independente pela gravadora Laboratório Fantasma e lançado em 2013, traz influências do MPB e samba, além da participação de artistas como Pitty, Tulipa Raiz e MC Guimê. A emocionante canção Crisântemo, que trata sobre a relação de Emicida com seu pai, falecido quando o rapper ainda era criança, tem a participação especial de Dona Jacira, mãe de Emicida, tocando o coração de quem ouve.
Foto: Mariana Duré
“O interior tem voz”. Foi nesse coro que o rapper bauruense Coruja BC1 subiu ao palco, deixando até Emicida sem palavras, “respeitei”, foi o que ele disse após essa fervorosa entrada e imediata conexão com o público. Renan Inquérito também teve participação no show, fazendo um belo dueto com Emicida e trocando diversas rimas. O sambista Jair Rodrigues, falecido recentemente, também foi lembrado e homenageado no show.
Depois de muito rap, rima, funk, romance e bom humor, foi no samba que Emicida encerrou seu show, sendo “O trem das onze”, de Adoniran Barbosa, uma das últimas canções da setlist. Mais uma vez, a música brasileira mostrou-se cada vez mais integrada entre seus ritmos e nuances.
Criada, na década de 80, pelos irmãos Max e Igor Cavalera, sem muitas pretensões, a banda Sepultura cresceu rapidamente na cena do rock e metal, enquanto esse último segmento ainda não tinha grande força no país. Com o passar dos anos, marcados também pela mudança de integrantes no grupo, o Sepultura chegou em solo estrangeiro, atraindo ouvidos rockeiros de diferentes continentes. Novos discos foram lançados, a agenda foi ficando cada vez mais recheada de shows e, hoje, o Sepultura é considerado uma das bandas brasileiras com maior repercussão mundial. Já participou de grandes festivais, como o Rock in Rio, onde irá se apresentar novamente em 2013, desta vez no palco principal.
Confira a entrevista do Entre Bandas com o grupo, que conta sobre a expectativa em relação ao Rock in Rio, onde eles dividirão palco com os franceses do Les Tambour du Bronx, e com o cantor Zé Ramalho. Além disso, o baixista Paulo Xisto e o baterista Eloy Casagrande falam sobre o novo disco, "The mediator between the head and hands must be the heart" (O mediador entre a cabeça e as mãos deve ser o coração), que terá lançamento no final do ano, e cujo nome é inspirado no filme Metropolis da década de 30.
Bom, para saber mais, só assistindo à entrevista, realizada pelo Entre Bandas, em Julho no SESC de São José dos Campos, onde a banda realizava a turnê do disco Kairos:
Pedimos desculpas pela baixa qualidade da imagem, que se deve ao ambiente escuro em que o vídeo foi gravado.
Americano Omar Coleman realiza turnê pela América Latina e conquista
público de todas as idades com seu blues contemporâneo (foto: Camila
Pasin)
Área de convivência do SESC Bauru lota para a apresentação do cantor e gaitista Omar Coleman
1973 é o ano em que nasceu um dos principais nomes da nova
geração do blues em Chicago: Omar Coleman, que vem conquistando pessoas do
mundo inteiro, graças à sua intensa e admirável voz, além das incríveis
melodias transmitidas por sua gaita.
A inspiração musical de Coleman surgiu desde que ele ainda
era criança, já que o cantor nasceu no berço do blues elétrico, em West Side
(EUA). Mas foi aos trinta anos de idade que Coleman iniciou sua carreira
musical, apresentando-se publicamente. A parceria com Sean Carney Band, outro
“bluesman”, ajudou para que a carreira de Omar Coleman deslanchasse de vez, com
a gravação do disco “Very Lucky Man”.
Contudo, foi o disco “West Side Wiggle”, também lançado no
ano passado, que ganhou maior destaque nas rádios especializadas em blues de
Chicago, nas quais o álbum ficou em terceiro lugar entre os mais tocados.
Coleman traz ao tradicional e antigo blues elementos mais
modernos, com a mistura ao soul music, um tipo de música popular dos Estados
Unidos que combina traços do gospel “African-American culture” (também
conhecido como “black culture”) ao rhythm and blues. Mas o toque contemporâneo
das canções de Coleman devem-se à adição do estilo funk americano ao blues
tradicional e ao soul.
A união desses elementos musicais não podia ter tido
resultado melhor. Além de agradar os amantes do blues, atraiu, ainda, pessoas
mais jovens que, até então, não possuíam muito contato com o estilo. E esse
público só tende a aumentar. Coleman está, atualmente, realizando uma turnê
pela América do Sul, com treze shows, sendo onze deles no Brasil e dois no
Chile.
O baterista André Luíz Machado, da cidade de Jacareí/SP, foi
convidado a participar da turnê de Omar Coleman no Brasil e ficou impressionado
com o timbre e a força da voz do cantor e gaitista. “Está sendo uma experiência fantástica! Estou
aprendendo bastante com a turnê, pois Omar nasceu em Chicago e carrega com ele
toda a energia e essência do Blues”. André também começou a estudar blues desde
pequeno por influência de seu pai e se interessou tanto por essa cultura que
passou a estudá-la diariamente. “Acho que a fusão entre o blues, soul e funk contribui
para a música. Quando o cara é Blues, tudo o que ele toca soa como Blues. Já o
funk, o soul e o rock derivam do estilo. Com isso, temos um leque muito amplo
que pode agradar diferentes gostos”, completa André.
Um exemplo vivo disso foi o show que
Omar Coleman e sua banda realizaram na cidade de Bauru/SP na última
quarta-feira, 05 de Setembro, que lotou a sala de convivência do SESC com
crianças, jovens e adultos. Desde a primeira nota tocada e cantada por Coleman,
o público já se encantou com a sonoridade e a mensagem das canções. E ninguém
ficou parado. Pés batendo no chão acompanhavam o ritmo do blues. Tiveram até
alguns que deixaram a timidez e dançaram em frente ao palco, trazendo até mesmo
traços da cultura hip-hop à apresentação, através da street dance ou dança de
rua. Crianças também se juntaram à festa e dançaram até o fim do show.
“O
SESC é um grande parceiro da cultura em nosso país, pois abre espaço para os
mais diversos estilos, sempre incluindo e apoiando o Blues nacional e
internacional da melhor qualidade. Além disso, oferece oportunidade para novos
trabalhos e valoriza as raízes da cultura das artes e tudo mais”, conta o
baterista André Luíz Machado.
Veja
um pouco mais sobre essa festa e o que os espectadores bauruenses acharam do
show:
Roqueiro Erasmo Carlos realiza show em São José dos Campos em comemoração ao aniversário da cidade
A cidade de São José dos Campos completou,
no dia 27 de Julho, 245 anos de existência e história. E a comemoração não
deixou a desejar. Com uma programação extensa, contemplando desde a
religiosidade com missa na Igreja Matriz São José até passeio ciclístico e
corrida pedestre pela cidade, os habitantes do município joseense marcaram
presença nos eventos e mostraram grande orgulho e carinho pela cidade.
Dentre os eventos mais esperados,
destaca-se o show da dupla sertaneja César Menotti e Fabiano no Parque da
Cidade na sexta-feira, e a apresentação do cantor Erasmo Carlos no
estacionamento do Parque Santos Dumont, que aconteceu no dia seguinte.
Também em clima de festa por
conta de seus 51 anos de carreira, o roqueiro “Tremendão”, como ficou conhecido
Erasmo Carlos, subiu ao palco no fim da tarde de sábado e cantou durante uma
hora e meia em média, conquistando o público com seu carisma cativante. Cerca
de cinco mil pessoas, de todas as idades, compareceram ao evento, que nasceu a
partir de uma parceria entre a Prefeitura Municipal, o Parque Vicentino Aranha
e o Sesc.
“Foi muito emocionante. Pude
voltar ao passado com aquelas músicas que tanto fizeram sucesso na época da
Jovem Guarda”, conta Carlos Henrique Veneziani, de 52 anos, que foi assistir ao
show junto com sua família. Carlos diz, ainda, que conheceu o trabalho do “Tremendão”
por influência de seus pais e dos filmes e músicas da Jovem Guarda.
Como forma de relembrar esse
importante movimento cultural brasileiro, Jovem Guarda, Erasmo Carlos chamou ao
palco um cover de seu companheiro Roberto Carlos, que chegou até a jogar rosas
no público. O jovem de 19 anos, Felipe Duarte, achou bacana essa ideia do
cantor, que fez questão de interagir com o público em cada momento do show. “Curti
bastante o show, fiquei impressionado com o ânimo do Erasmo Carlos e com a
parte técnica, que estava impecável. Parecia até que eu estava escutando as
músicas em um fone de ouvido, por conta da excelente qualidade do som”,
completa Felipe.
O repertório do show continha grandes
sucessos de Erasmo Carlos, como a canção “Sentado à Beira do Caminho”, “Fama de
Mau”, “Minha Superstar” e músicas dos discos mais recentes “Rock n’ Roll” e “Sexo”.
E, para fechar com chave de ouro, a canção “Festa de Arromba” animou os fãs que
se encontravam no local e pôde servir como uma boa definição para a comemoração
do aniversário de 245 anos de São José dos Campos.